<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941</id><updated>2011-10-06T11:32:46.679-07:00</updated><title type='text'>Contos e Crônicas para um dia bom</title><subtitle type='html'>por Fabio Zelenski</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-4731551686127049912</id><published>2011-03-31T10:50:00.000-07:00</published><updated>2011-03-31T10:50:31.882-07:00</updated><title type='text'>Pedra no meio do caminho</title><content type='html'>Sabe aquela "cara-de-sol"? Um sorriso forçado, os olhos puxados, tudo por conta do ângulo dos raios solares na vista de quem caminha pela rua? Então, o rapaz, de&lt;i&gt; sport chic&lt;/i&gt;, como dizem, cabelo meio penteado meio bagunçado, andava desse jeito pela calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os pensamentos que ultrapassavam a lua, começou a chutar pedrinhas. Até que uma, com formato perfeito e cor diferenciada, chamou a sua atenção. Assim, o desafio estava lançado: irar chutar aquela pedrinha até chegar em casa, não importava quantos contratempos encontraria. Praticamente uma Odisseia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a saga. Chutando, chutando e tendo dificuldades em atravessar ruas. Chegava perto da calçada e dava uma bica na tentativa da pedrinha pegar alguma altura. Até então, estava dando certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio do caminho. Exatamente no meio do caminho algo acontece. Num chute um pouco mais forte, a pedrinha bate em um trinco da calçada e sobe no ângulo de 90º, em direção ao céu. Subiu de maneira perfeita, na velocidade certa, na altura certa, para ele dar o chute mais forte que já deu em toda a sua vida, mandando aquela pedrinha pro espaço, transformando-a em um meteoro, tempos mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos, que nem ligavam mais para o sol, brilharam. A pedrinha pegaria no peito do pé, o &lt;i&gt;timing&lt;/i&gt; permitiria que tomasse impulso e que ainda ajustasse a posição do corpo para usar a canhota, que era a perna mais forte e menos desengonçada. Era aquele o momento. Podia pegar em alguém, mas tudo bem, esse alguém entenderia. Não se pode perder uma chance dessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele errou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fosse o bastante, errou e deixou a pedrinha cair barranco abaixo, no lado esquerdo mal acabado da calçada. Viu-a quicar, quicar e quicar até encontrar um matagal medonho que ali tinha. Olhou para os lados para ver se poderia compartilhar de seu desespero com mais alguém. A rua estava cheia, mas todos pouco ligavam para o que (não) viram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu uma solidão e uma angústia incríveis. Não restava muita coisa a não ser continuar o seu caminho e mudar o desafio para algo mais simples, como não pisar em riscas da calçada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-4731551686127049912?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/4731551686127049912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=4731551686127049912' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/4731551686127049912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/4731551686127049912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2011/03/pedra-no-meio-do-caminho.html' title='Pedra no meio do caminho'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-5965814126635353034</id><published>2011-01-29T07:40:00.000-08:00</published><updated>2011-01-29T07:40:57.151-08:00</updated><title type='text'>Mizuno</title><content type='html'>Era uma família humilde e trabalhadora. Colocando as coisas em ordem, a prosperidade viria. Aos poucos, mas viria sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muitos irmãos para comprar roupa, a moda nunca foi uma das prioridades. Os de idade parecida, inclusive, se vestiam iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos comprar um Mizuno para cada um. - disse a mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela parecia empolgada. Pegou os filhos e foi para um loja de tênis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A loja era grande, muitas marcas e variedades. Mas parecia clara a regra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escolham um Mizuno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem entender, cada um escolheu um modelo de Mizuno. Seria algum tipo de parceria ou desconto? Por que exatamente Mizuno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha o de 15 anos. Mizuno não fazia seu tipo, mas tudo bem. Escolheu um azul, grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou na escola, o pessoal elogiou. Mas ficou sabendo que, com o valor do mesmo, compraria de dois a três pares de Allstar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe. por que tinha que ser Mizuno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não gostou, filho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gostei sim, mãe. Mas só para saber. Tinha que ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, era meu sonho os filhos andarem com um par de tênis bom cada, da moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então podia ter escolhido outro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mizuno não é o melhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, é bom sim, mas... bom, tudo bem, era só pra saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tênis durou uns bons meses. Em seguida, teve seu primeiro Allstar. Que durou bem menos, inclusive.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-5965814126635353034?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/5965814126635353034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=5965814126635353034' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/5965814126635353034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/5965814126635353034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2011/01/mizuno.html' title='Mizuno'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-5634630701173407696</id><published>2011-01-04T14:00:00.001-08:00</published><updated>2011-01-04T14:00:43.936-08:00</updated><title type='text'>2003</title><content type='html'>Ai, como achei feio aquele muro todo pichado, logo na entrada da escola. Mas que recepção! Assim, à primeira vista, em meu primeiro ano. Pensava que era vandalismo, que só poluia nossas vistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro ano começa. Ai, que medo que tinha das aulas do Aldo. E que muito medo que tinha das da Cleide. Noofagia, disquete mental, e coisas assim. E da segunda? Camões, chamadas orais, voluntariedade forçada ("Vamos! Cadê os voluntários da pátria amada! Já sabem, não falam, eu sorteio e dou nota! Errou é I"), Teatro...ah, o teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde em minha vida seria eu Julieta! Sim...Julieta...e uma boa Julieta. Tão boa que apresentei de novo na semana da casa aberta. Um aluno que não sei quem é de uma escola que não sei qual é me chamou por um nome sinônimo de "encorpada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que posso dizer das nossas colas? Éramos criativos....era respostas de física nas lâmpadas do teto, eram textos de biologia gravados em um cd, fórmulas de química em etiquetas adesivas, livros abertos descaradamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tudo que é bom acaba, vem o segundo ano. Começa o técnico também...dia inteiro na escola... e reclamo? Seria injusto reclamar. O almoço com os amigos era mais que divertido. E as colas continuavam: fórmulas de mecânica em calculadoras e muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aulas que davam sono, peças que matávamos, professores mais que aloprados, videos do chaplin...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai ai...ai vem o terceiro o ano...o ano que acaba tudo, tanto o técnico quanto o médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sombras dos passado já voltam a atacar. Como assim? Voltam as aulas da Cleide e as do Lúcio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o terceiro ano foi especial pelo extraclasse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quero dizer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos pela gincana...dança do vira, musicas do sandy e junior, professoras que se tornam crianças novamente. E como arrecadamos alimento nessa gincana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora pense comigo... Quem mais, se não nós, faria uma passeata a favor do pastel de queijo? Montinho em professores? Montinhos no mascote do time de basquete? Ficar até 23:00 na escola pra fazer uma aranha-robô? Anunciar no shopping para chamar o "professor Janjão"? Ir a um workshop em São Paulo, sendo que a única informação sabida era que seria no NOVOTEL (que achávamos que era Novo Hotel)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como tudo que é bom um dia acaba, veio o ultimo dia de aula. E que tristeza. Não entrarei em detalhes. O que importa escrever é o que pensei "fiz tanta coisa aqui, conheci tanta gente epecial aqui, aqui foi tão especial e aqui não tem nada de mim".... escrevi "Z 2003" em um tijolinho da parede na entrada ..e isso me alivou um pouco.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Por Fabio Zelenski, em &lt;b&gt;12 de dezembro de 2003&lt;/b&gt;, para o site &lt;a href="http://www.infotronicaetepv.hpg.com.br/"&gt;http://www.infotronicaetepv.hpg.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-5634630701173407696?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/5634630701173407696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=5634630701173407696' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/5634630701173407696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/5634630701173407696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2011/01/2003.html' title='2003'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-4563602684544939812</id><published>2010-11-08T18:01:00.001-08:00</published><updated>2010-11-08T18:01:13.178-08:00</updated><title type='text'>Meu caminho</title><content type='html'>A cidade grande faz a gente pensar. O desenho da calçada ainda mais. Ou só pisa no branco ou só no preto. Na linha, nem pensar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  legal de São Paulo são aquelas guias em altorrelevo para cegos no chão.  Você vai andando, seguindo as curvas, arrisca fechar os olhos pra ver  se&amp;nbsp; consegue andar sem olhar. É uma forma de distrair a mente dos  problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou andando, com a mente nas nuvens, em  linha reta, na guia para cegos. O espaço é só para um. Se cegos  estiverem com amigos, têm que andar em fila indiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com  sucesso, vou andando de olhos fechados. Abro-os só para garantir que  estou no caminho certo (e de que não estou no meio da rua, prestes a ser  atropelado). A 50 m vejo um pivete, na mesma guia que eu, mas no  sentido oposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era justo. Que preocupações tinha  aquela criança? Ela não precisa dessa terapia. Não precisava, mas estava  lá, determinada. Cara marrenta, bico feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas  espera. E eu? Não podia pisar fora, no preto nem no branco. Se ela  estava determinada, eu também estava. Segui em frente, com o passo  acelerado. O pivete largou do braço da mãe e também aumentou a  velocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto dos dois metros, paramos ambos. Encaramo-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei  mas não resisti, sai do caminho, que ela, orgulhosamente, seguiu em  frente, sem sair da guia, nem pisar no preto nem branco. E eu, humilhado  e derrotado, pisava em todas as cores e riscos possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei adiante e tinha um grande caminho ainda. Não retomei ao jogo. Fui andando, pensando nos problemas. Não valia mais à pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-4563602684544939812?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/4563602684544939812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=4563602684544939812' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/4563602684544939812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/4563602684544939812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2010/11/meu-caminho.html' title='Meu caminho'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-4462664517590534756</id><published>2010-07-05T12:48:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T12:48:06.672-07:00</updated><title type='text'>Valores</title><content type='html'>A mãe andava com a cabeça das nuvens. Mil preocupações a desviavam de qualquer atenção, de qualquer coisa que acontecesse na rua. Contava com a sorte para não bater a cabeça em uma placa ou tropicar na calçada. Contas, marido, estudos, trabalho, estresse, filha... filha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pequerrucha estava lá, de mãos dadas, dando três passos a cada passo da mãe. Suava para acompanhar o mesmo ritmo adulto de andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, a filha para.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que foi, Mariana?&lt;br /&gt;- Olha! Flores!&lt;br /&gt;- Onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por cima do muro, belas flores rosas invadiam a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não alcanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era trágico para a criança. Como flores tão bonitas podem estar tão inacessíveis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deixa filha, precisamos ir.&lt;br /&gt;- Mas... mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo doeu o coração da filha, que foi invadido por uma grande agonia. Fez exatamente o mesmo olhar que mãe fazia há pouco, quando estava com a cabeça atolada de problemas. Aquele era o grande problema para filha, que a atormentava da mesma forma que os problemas de adultos atormentavam a mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Peraí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ergueu a criança para que conseguisse pegar a flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Peguei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocou a filha no chão, que pôde, assim, seguir adiante, com o coração mais aliviado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-4462664517590534756?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/4462664517590534756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=4462664517590534756' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/4462664517590534756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/4462664517590534756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2010/07/valores.html' title='Valores'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-1972169203147775140</id><published>2010-01-24T09:23:00.000-08:00</published><updated>2010-01-24T09:23:15.765-08:00</updated><title type='text'>My Generation</title><content type='html'>A ocasião não era das melhores: um velório e, posteriormente, o enterro. Com seus quase 40, havia falecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua vida, fizera diversas coisas relacionadas ao rock: tivera bandas, organizara eventos, debatera assuntos relacionados à música... e fizera amigos, muitos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No velório, se viam pessoas de cabelos grisalhos, mas com uma tatuagem no braço ou perna. Se viam famílias, com pirralhos filhos, com camisetas do AC/DC. Outros também com quase 40, ou mais, com all star e calça jeans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma geração de amigos. Um tio de 40 anos que falece, por muitas vezes, quem comparece ao velório e enterro é somente a família. Mas não era o caso. Lá estava lotado de amigos ou simpatizantes do trabalho feito em vida. E, claro, família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da triste ocasião, um pingo de felicidade surge ao ver essa geração que não curte a vida apenas quando se tem os vinte e poucos anos, mas, sim, leva consigo até o final da vida a ideologia e desejos que surgem na juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de invejar e aprender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-1972169203147775140?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/1972169203147775140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=1972169203147775140' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/1972169203147775140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/1972169203147775140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2010/01/my-generation.html' title='My Generation'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-4526101432108440906</id><published>2009-12-28T20:32:00.000-08:00</published><updated>2009-12-28T20:32:42.535-08:00</updated><title type='text'>Um pouco sobre a morte e o amor</title><content type='html'>A minha primeira máquina fotográfica. A segunda, eu teria dez anos depois, digital já e comprado com o meu próprio dinheiro. Mas a primeira veio bem antes, praticamente descartável, comprado com o dinheirinho suado de minha mãe, tanto a câmera quanto o filme e, posteriormente, a revelação. Dinheirão, no fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca, em toda a minha curta vida, havia fotografado nem tive a minha disposição 24 poses. Sim, era tudo meu e não sabia por onde começar. Aos 8 ou 9 anos, qualquer casa é gigantesca e assunto para clicar não falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei com o meu irmão e seu amiguinho inseparável (que, na verdade, se separaram assim que nos mudamos), vizinho nosso. Lembro deles até terem um projeto de dupla caipira, com uma música plagiada (eles cantavam assim e juravam que eram os criadores da canção: "Amigos para sempre é o que nós &lt;i&gt;iremo sê&lt;/i&gt;..."). Sim, eram mais novos do que eu. Mas, plagiadores ou não, posaram bonito para a foto, no mais fiel estilo Xitão e Chororó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, fiz uma foto bonita da minha mãe. Ela preparava um panelaço de macarrão pra todo mundo lá de casa. Mais tarde, cliquei a gente comendo. Delícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai entra em cena e registro um abraço bonito que deu na minha mãe. Vendo os dois, lembrei dos meus avós, que moravam na casa ao lado, no mesmo terreno. Fui chamá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vó, vô. Deixa eu tirar uma foto de vocês? Deixa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vó responde, um tanto tímida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foto, agora? Não pode ser depois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cresci com essa vó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, cadê o vô? É pra tirar com ele. Vô!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E puxei os dois para o quintal, a luz lá era melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui enquadrá-los para o retrato ficar bem bonito, mas reparei que estavam distantes um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Junta mais. - pedi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deram um passinho minúsculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, mais! Vô, abraça a vó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vó deu um sorriso amarelo. O vô também, com sua dentadura de dentes brancos. Minha mãe que estava do lado me disse séria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tira a foto assim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obedeci e tirei. Sem entender, destraí-me e fui gastar as poses que ainda restavam com outras coisas. Afinal, não havia fotografado a nossa cadela vira-latas de quase dez anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos depois, já de barba na cara, fui xeretar as fotos antigas, guardadas em caixas de sapato, e achei essa foto que fiz dos meus avós. Minha vó já havia morrido. Observei a cara de sem-graça deles e caiu a ficha. Lembrei-me de outros detalhes dos dois: dormiam em quartos separados, nunca os vi dando beijos ou de mãos dadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre vi meus pais juntos e felizes, pensei que não seria diferente com os meus avós. O amor deve ter ido passear naqueles tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vó faleceu devido a um câncer. Foram meses de sofrimento para todos. Eu tinha quase 15 anos, lembro de estar com a minha vó, que cochilava no quarto dela enferma, e escutar, ao fundo, meu vô na cozinha rezando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu Deus, ajude a minha&amp;nbsp; &lt;i&gt;véia&lt;/i&gt;. Ajude a &lt;i&gt;véia&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o amor, de repente, volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca havia ido em um velório antes. Era de manhã e eu não estava em casa. Meu irmão me liga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp; A vó faleceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calmo, avisei os presentes que me ausentaria, sem explicar nem demonstrar nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa e, de carro, fomos ao velório. Eu estava calmo e são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar no velório e ver a minha vó no caixão não aguentei. Olhei um pouco para ela e logo sai. Lá fora, meu padrinho aparece e me abraça. "É um ciclo... um ciclo", diz. E comecei a chorar, sem saber o certo porque. Afinal, pela manhã eu já havia entendido que ela havia falecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chorei quando foram enterrar também. Parecia que levariam ela embora só naquela hora, mesmo sabendo que ela já tinha ido de manhãzinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de fechar o caixão, meu vô copia o gesto do meu tio e dá um singelo beijo na testa de minha avó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o amor se fortalece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-4526101432108440906?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/4526101432108440906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=4526101432108440906' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/4526101432108440906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/4526101432108440906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2009/12/um-pouco-sobre-morte-e-o-amor.html' title='Um pouco sobre a morte e o amor'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-630448669282405719</id><published>2009-12-19T08:26:00.000-08:00</published><updated>2009-12-19T08:26:14.792-08:00</updated><title type='text'>Angústia</title><content type='html'>Um bar universitário, salvo quando há brigas entre valentões, é um ambiente muito agradável. Sempre há música, cerveja barata, amigos, bilhar, conversas... um clima pra lá de bom, seja para aproveitar após o horário de aula ou durante mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo muito bom, tudo muito bonito, mas, como sempre dizem por aí, nem tudo são flores. Entre todas essas energias positivas, um rapaz preocupado surge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma cerveja, por favor", diz ao simpático dono do bar, que a trouxe bem gelada. Pegou a loira e se dirigiu para uma cadeira solitária em uma mesa para quatro pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz era gordinho, cabelo curto e barba por fazer. Tinha uma mochila que não cabia direito em suas costas. Ele se sentou e começou a beber. Tinha um olhar distante, suava na testa e nem reparava o bigode de espuma que ficava a cada gole que dava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou sozinho. Será que esparava por alguém? Parecia muito inquieto. Olhava sem parar para todos os lados. Levantou-se e foi até o balcão. "Um amendoim, por favor", pediu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou seu pacotinho de salgados e retomou o lugar de outrora. E à sua ansiedade, também. Era final de ano letivo, teria ele reprovado em algo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuou sozinho por todo o tempo que ficou lá. O suor já aparecia em sua camisa também. Talvez um abraço resolvesse seu problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou a cerveja. Acabou o amendoim. Acabou a festa. Ele se levanta, contorce um pouco para colocar a mochila e se vai. "Quanto deu? Ok. Tenho trocado sim", colocou a mochila na frente para pegar as moedas. "Até mais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E levou com ele toda a ansiedade e preocupação que lhe angustiava e transformava o ambiente ao seu redor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-630448669282405719?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/630448669282405719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=630448669282405719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/630448669282405719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/630448669282405719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2009/12/angustia.html' title='Angústia'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-1046156137330169663</id><published>2009-11-13T09:09:00.000-08:00</published><updated>2009-11-13T09:09:40.709-08:00</updated><title type='text'>E volta o cão arrependido...</title><content type='html'>O amor estava no ar naquela tarde quente de setembro. O casal, mais apaixonado do que nunca, saiu de casa para um passeio de trem. As mãos dadas suavam, mas o amor e a vontade de ficarem&amp;nbsp; próximos eram maiores do que qualquer frescura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andavam e conversavam assuntos diversos pelo caminho. A distração com o mundo ao redor e a concentração que davam uma para o outro fizeram com que o casal não percebesse uma coisa: os dois estavam sendo seguidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos intervalos do papo, o rapaz ouviu uns passos logo atrás. Olhou com o canto do olho esquerdo e percebeu que tinham companhia: um simpático cachorro vira-lata, sujo e encardido, que os seguira desde o início do percurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amor, tem um cachorro nos seguindo.&lt;br /&gt;- Verdade. Bom, uma hora ele desiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desiste nada. Foi seguindo o casal. Ora ele seguia, ora parecia ser seguido, pois tomava as rédeas do passeio e ia na frente, mas sempre olhando para trás, como se quisesse checar se estava tudo certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Puxa, mas se ele nos seguir até a estação de trem? Lá, animal não pode entrar, a não ser cão-guia.&lt;br /&gt;- Pois é. Mas acho que ele não vai até lá, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois foi. Havia momentos em que o casal tentou despistá-lo. Fez que ia pra esquerda, mas virou à direita. Atento, o cachorro não sumiu de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa hora, o cachorro deu um gás e avançou muitos metros. Correu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oba, ele se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu nem dois minutos e ele voltou, todo serelepe e ofegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A estação é logo ali. E agora? O cachorro continua nos seguindo, tadinho.&lt;br /&gt;- É mesmo, agora não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na estação de trem, como se fosse uma surpresa, dezenas de pessoas saíram, pois um trem havia acabado de chegar. Pessoas suadas, feias e estressadas passavam apressadamente pelas catracas, fazendo um barulho totalmente desagradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse movimento assustou o cachorrinho, que, com o rabo entre as pernas, parou de acompanhar o casal e só os seguiu com os olhos. As pessoas feias e emburrecidas avançaram, o que o assustou ainda mais e o fez voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casal ficou sem saber se o cachorrinho ficou bem. Ficaram apenas torcendo para que ele conseguisse voltar pelo mesmo caminho que outrora fizeram a três.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-1046156137330169663?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/1046156137330169663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=1046156137330169663' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/1046156137330169663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/1046156137330169663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2009/11/e-volta-o-cao-arrependido.html' title='E volta o cão arrependido...'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-2116286916414674676</id><published>2009-08-19T11:43:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T11:44:44.161-07:00</updated><title type='text'>Caçula</title><content type='html'>Ela era puro glamour. Desfilava exibindo sem medo toda a sua beleza e gingado, este herdado naturalmente da sua terra pátria verde e amarela e aquele de seus pais descendentes de europeus. A passarela ficou pequena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada passo eram centenas de flashs que saltavam do público, como se quisessem tocá-la e, por simbiose, conquistassem um pouco de toda sua simpatia e elegância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sorriso carismático era tiro certeiro nos corações masculinos que assistiam ao desifle. Seus cabelos, que batiam até a nuca, pareciam sambar em seus ombros, numa dança frenética e psicodélica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua roupa arrasava. Outono/Inverno 2010 até a eternidade, com certeza. De parar o quarteirão. Uma jeans justa, que se alargava nas finas canelas, uma jaqueta de couro e uma camisa rosa. Rock. Atitude era a palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou à ponta da passarela, parou com o quadril inclinado, olhou o público ao redor e sorriu com o canto da boca, com malícia, e virou-se para tomar o caminho de volta, deixando todos boquiabertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mariana, cadê você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assustou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Aí está você, menina. Por onde se meteu? Vamos, seu pai está esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Mariana percebeu que não estava em um desfile, mas apenas no corredor de uma loja de roupas, cujo final se encontrava um espelho para provar blusas. Sua mãe estava com pressa, o pai irritado e a irmã mais velha ria, pois observara tudo, desde o início, a caçula de 7 anos sonhando acordada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-2116286916414674676?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/2116286916414674676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=2116286916414674676' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/2116286916414674676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/2116286916414674676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2009/08/cacula.html' title='Caçula'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-8506760226113390495</id><published>2009-08-12T09:45:00.000-07:00</published><updated>2009-08-12T09:48:30.571-07:00</updated><title type='text'>Tecnologia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_DQi94JbuT8s/SoLx_xRbKfI/AAAAAAAAAec/MNzBF_vO2gw/s1600-h/DSC00012+copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_DQi94JbuT8s/SoLx_xRbKfI/AAAAAAAAAec/MNzBF_vO2gw/s400/DSC00012+copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369119783639525874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Às vezes me pergunto se a tecnologia vulgarizou a arte. Às vezes penso que ela a democratizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto feita por mim, hoje cedo, no trem, em Mogi das Cruzes, a partir do celular.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-8506760226113390495?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/8506760226113390495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=8506760226113390495' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/8506760226113390495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/8506760226113390495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2009/08/tecnologia.html' title='Tecnologia'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_DQi94JbuT8s/SoLx_xRbKfI/AAAAAAAAAec/MNzBF_vO2gw/s72-c/DSC00012+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-4705378082063813061</id><published>2009-06-19T08:48:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T08:58:02.257-07:00</updated><title type='text'>Jujubas</title><content type='html'>O casal estava num encontro bacana. Desses que casais fazem, regados a beijos, abraços, cinema, pipoca e sorvete. Como os dois se gostavam muito, viviam grudados um com o outro.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antes de comprarem guloseimas, o casal parou, deu um apertado abraço e beijo. Uma mão dela passeava por todo o peito do rapaz, causando arrepio, ainda que o carinho fosse feito por cima da roupa, e a outra mão apertava-lhe a cintura contra a cintura dela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seu olhar era matador e sensual, a boca, que acabara de dar um doce beijo, pôs-se a sussurrar, baixinho, ao pé do ouvido:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vai querer comer o que?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele, sem titubear, arrepiado, respondeu:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Jujubas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Jujubas?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É, jujubas, bala de goma, sabe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não tinha mais o que falar. O abraço acabou, os arrepios sumiram, e ela entrou na doceria para comprar jujubas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É... ele gosta de jujubas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-4705378082063813061?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/4705378082063813061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=4705378082063813061' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/4705378082063813061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/4705378082063813061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2009/06/jujubas.html' title='Jujubas'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-4974792299929106376</id><published>2009-06-17T20:28:00.001-07:00</published><updated>2009-06-17T20:36:56.282-07:00</updated><title type='text'>Poder ser...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_DQi94JbuT8s/Sjm2BWK32tI/AAAAAAAAAZE/fvpRB59crqo/s1600-h/trace_flaten.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 323px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_DQi94JbuT8s/Sjm2BWK32tI/AAAAAAAAAZE/fvpRB59crqo/s400/trace_flaten.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348506166726482642" /&gt;&lt;/a&gt;... que você chegue em casa mais cedo e veja algo ruim.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(85, 26, 139); text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-4974792299929106376?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/4974792299929106376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=4974792299929106376' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/4974792299929106376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/4974792299929106376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2009/06/pode-ser.html' title='Poder ser...'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DQi94JbuT8s/Sjm2BWK32tI/AAAAAAAAAZE/fvpRB59crqo/s72-c/trace_flaten.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-1468894897724834363</id><published>2009-06-10T09:10:00.001-07:00</published><updated>2009-06-10T09:11:41.638-07:00</updated><title type='text'>Algumas reuniões...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_DQi94JbuT8s/Si_bDHeSs8I/AAAAAAAAAYM/lb-T88wHObs/s1600-h/ilusra_new.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 319px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_DQi94JbuT8s/Si_bDHeSs8I/AAAAAAAAAYM/lb-T88wHObs/s400/ilusra_new.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345732129304261570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;... resultam em ilustrações interessantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-1468894897724834363?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/1468894897724834363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=1468894897724834363' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/1468894897724834363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/1468894897724834363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2009/06/algumas-reunioes.html' title='Algumas reuniões...'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DQi94JbuT8s/Si_bDHeSs8I/AAAAAAAAAYM/lb-T88wHObs/s72-c/ilusra_new.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-5670505912431197766</id><published>2009-05-19T09:35:00.000-07:00</published><updated>2009-05-19T09:42:48.916-07:00</updated><title type='text'>Amar tanto que dói</title><content type='html'>O que vou tentar explicar aqui, talvez, seja até inexplicável. Já foi tentado por outras pessoas, poetas, escritores e blogueiros, com sucesso ou não. Mas acho válido mais um ponto de vista. Ou tentativa de.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é: Procuramos pelo amor de nossa vida, certo? Se sim, estamos prontos para encontrá-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quero dizer é o seguinte: quando estamos com alguém em que defeitos, ações, idéias e afins nos incomadam, mas, num geral, está tudo bem, isso nos dá uma segurança em relação ao companheiro(a) e a si mesmo. Não sei se é um ar de superioridade ou pensamentos como "bom, se não der certo, vamos nos recuperar rápido", "se acabar, logo encontraremos outras pessoas legais" ou qualquer coisa do tipo, que nos dá segurança e paz com o futuro. De que tudo vai ficar bem. Com aquela pessoa ou com a próxima que possa aparecer. Afinal, o mundo é cheio de gente e oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e quando estamos exatamente com quem queremos estar? Queremos essa pessoa e mais ninguém? Não enxergamos defeitos, queremos sempre a presença e passamos a pensar se tudo isso realmente está acontecendo? Vem a insegurança, por mais racional que você seja, por mais que tudo prove o contrário, que o amor seja correspondido, vem a insegurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tira noites de sonos, a cabeça pensa a mil. Você não sabe como agir e o que falar. E não sabe como vai levar tudo isso adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem sei que a resposta é: apenas viva, apenas sinta, apenas faça o que quer fazer. Já dizia Vinícius, do "infinito enquanto dure" e tal. Mas essas inquetações são espontâneas. A angústia é natural. O amor acho que faz isso. Por isso alguns não  gostam de amar, imagino. Resistem com toda força que têm para não se apaixonarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho besteira. Mas que a angústia não sai do meu peito, isso não sai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizo com a questão: é melhor estarmos com alguém bacana, que tem coisas que nos incomadam (seja pelas idéias ou pela beleza ou por qualquer coisa), mas com a segurança de que você vai ficar bem, com essa pessoa ou não.... ou  estarmos com o amor da nossa vida, onde tudo é perfeito, mas a angústia dói no peito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das inquetações, prefiro ficar com o amor da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-5670505912431197766?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/5670505912431197766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=5670505912431197766' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/5670505912431197766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/5670505912431197766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2009/05/amar-tanto-que-doi.html' title='Amar tanto que dói'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-4844562748687883756</id><published>2009-04-21T20:58:00.001-07:00</published><updated>2009-04-21T20:58:36.338-07:00</updated><title type='text'>Um sono bom</title><content type='html'>Pegar trem é complicado. Não é a primeira nem a última vez que digo isso. Quando se consegue um lugar para sentar até vale acreditar em Deus, para agradecer essa dádiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, quem consegue um lugar não perde tempo: encosta a cabeça e dorme. Eu mesmo faço isso. O balançar do trem não dá outra opção, é quase um colo de mãe que põe o filho para ninar. Mas, mora um perigo aí: perder a estação. Um risco que, por vezes, vale a pena correr, seja de manhã, com aquela cara de mal-dormido, ou à noite, cansado de um dia de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses, não fui consagrado e fazia meu regresso para Mogi em pé, mesmo. Na minha frente, uma mulher, que devia ter lá pelos seus 40 ou 50 anos, aconchegou-se em seu lugar. Sentada, pegou uma de suas blusas e a transformou num agradável travesseiro, e com a outra fez-se um cobertor. E dormiu. Dormiu gostoso, de roncar um tanto até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para ela. Dava gosto olhar, parecia um sono merecido. Até me preocupava se algum balançar maior do trem a acordasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos na estação final. De baldiação, na verdade. Todos levantaram e nem ligaram para a mulher dormindo. Queriam sair logo e conseguir sentar no próximo trem. Pensei em acordá-la. Mas não o fiz. Sei que o certo, talvez, fosse acordá-la. Entretanto, aquele sono parecia tão sincero, tão justo, tão despreocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certo, se ela acordasse, chegaria em sua casa e diversos problemas lhe apareceriam: contas, filhos, cozinha, cansaço, televisão, pessoas chatas, responsabilidades... e, mais tarde, iria se deitar, tarde da noite, com milhares de problemas na cabeça, seria um sono inquieto. Diferente do sono de agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentalmente desejei boa noite e fui embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E espero que ela tenha conseguido chegar em casa depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-4844562748687883756?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/4844562748687883756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=4844562748687883756' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/4844562748687883756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/4844562748687883756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2009/04/um-sono-bom.html' title='Um sono bom'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-4703742188142226266</id><published>2009-04-12T10:09:00.000-07:00</published><updated>2009-04-12T10:34:08.458-07:00</updated><title type='text'>Cena Hard Rock</title><content type='html'>Nunca falei muito bem inglês. O que sei, foi o que aprendi jogando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Final Fantasy&lt;/span&gt;. Os do Super Nes, é claro. Sabia decor todas as magias: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fire&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ice&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Time&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fast&lt;/span&gt;. Era ligeiro eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nunca fui fluente, tampouco fiz aula fora, nem nada. Não me fizera falta, até o dia em que me peguei conversando com uma gringa, baterista de uma banda muito boa, que veio tocar por terras tupiniquins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;embromation&lt;/span&gt;, mas me dando muito bem. Tudo que eu dizia ela entendia e tudo que ela dizia eu fingia que entendia, e estava tudo bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que, de repente, um rapaz do rock se aproxima e pede para eu perguntar a ela como está a cena Hard Rock lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hard Rock?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, pergunte a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hey, this guy wants to know if..... if..... if.... if the people in USA likes Hard Rock bands&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não podia ser diferente, ela me respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;What??!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ahnnnnn... Hard Rock scene.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;House Rock?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, percebendo onde estava a falha de comunicação, falei ao rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela não está entendendo o "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hard Rock&lt;/span&gt;". Me diz uma banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bon Jovi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bon Jovi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Well...he wants to know if the peolpe in USA likes bands like Bon Jovi&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai sim, ela respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;What??!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que a cena Hard Rock não vai muito bem lá fora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-4703742188142226266?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/4703742188142226266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=4703742188142226266' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/4703742188142226266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/4703742188142226266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2009/04/cena-hard-rock.html' title='Cena Hard Rock'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-1138499257346795821</id><published>2009-01-27T19:34:00.000-08:00</published><updated>2009-01-27T19:35:18.355-08:00</updated><title type='text'>Tem ai?</title><content type='html'>O set list da noite na casa seria por conta dele. E ele sempre gostou de tecnologia e, por isso, levara seu próprio Mac para a festa, amplificando-o para todos balançarem os esqueletos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela cidade do interior, raramente se via computadores da Apple, e também era raro alguém reconhecer essa tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, na pista de dança, alguém reconheceu. Esse rapaz estava bem sóbrio e comentou com o amigo que estava bem bêbado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, um Mac!&lt;br /&gt;- Quê?&lt;br /&gt;- Ali! Ele tem um Mac!&lt;br /&gt;- Ah...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o amigo alcoolizado saiu da pista e foi falar com o DJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, me disseram que você tem um beck... tem ai?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-1138499257346795821?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/1138499257346795821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=1138499257346795821' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/1138499257346795821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/1138499257346795821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2009/01/tem-ai.html' title='Tem ai?'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-4836700586448442720</id><published>2009-01-27T05:59:00.000-08:00</published><updated>2009-01-27T06:00:24.538-08:00</updated><title type='text'>Cores</title><content type='html'>Sua vida andava em preto e branco por esses tempos. Não que a monocromia não tivesse seu charme, vide Chaplin ou Dançando na Chuva. Mas, ainda assim, as cores lhe faziam falta. Querendo ou não, a vida acaba por ficar mais alegre quando se colore tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele não sabia o que o destino lhe guardava. Mesmo sem existir, o destino guardava um surpresa para sua vida. E o pobre garoto nada poderia fazer, pra sorte dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias passavam e as cores não surgiam. Ele tentava colorir sua vida com o lápis e giz de cera que tinha, mas nunca foi muito bom em artes mesmo. Tentava e nunca conseguia a forma que queria. Ficava feio, ou falso, ou apenas diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que pela rua vê uma bela garota. Devia ter lá pelos seus 16 anos. Isso, 16 devia ser a idade dela. Cabelos castanhos claros, talvez, ele não conseguia enxergar direito sem seus óculos, que há alguns meses havia quebrado e que, por pura preguiça e irresponsabilidade, não havia mandado arrumar ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza da moça, com seu um e sessenta e pouco de altura, era contagiante. E, para ele, bastava olhar para ela para se sentir bem, que podia ver tudo colorido. Cores que nem sabia que existam ou que há muito não as via. Uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;miscelânea&lt;/span&gt; de tintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastava para ele. Mas ela o notara também. Achou um rapaz bacana. E disse “oi”, e “oi” ele respondeu. O “oi” mais colorido que ele já recebera e dera na vida. Se fosse num desenho animado, o “o” e o “i” sairiam dançando de seus lábios, cantarolando alguma música psicodélica desses musicais malucos da Disney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o pior aconteceu. Ou o melhor. Percebera que ela também era um ótima garota. Encantadora. “Não existe”, pensava com os seus botões o rapaz, mas, no fundo, sabia que existia, e que não via mal de coisas boas acontecerem com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deram as mãos, ao final de uma boa conversa, e seguiram, apaixonados, de uma forma boa, como a paixão deve ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E, antes da história e da música que rola por aqui acabar, eu tiro meu querido Toquinho da vitrola, antes que ele termine de cantar aquela canção.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-4836700586448442720?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/4836700586448442720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=4836700586448442720' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/4836700586448442720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/4836700586448442720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2009/01/cores.html' title='Cores'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-7918721501667831101</id><published>2009-01-25T11:49:00.000-08:00</published><updated>2009-01-25T11:51:54.595-08:00</updated><title type='text'>Amigos e flertes</title><content type='html'>Os lábios de ambos estão bem perto um do outro. Mais um pequeno impulso e o beijo aconteceria. Mas não, não mais. Sabiam que não podia acontecer, e, por eles, estava bom assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que a cumplicidade de dois amigos que se gostam e o entender que não podem estar juntos, acabam por deixar tudo muito romântico e agradável. Naquela situação, eram apenas dois amigos em flerte ... e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os lábios que se aproximam é para falar algo, que gera um sorriso e um outro comentário, que se transforma em mais um sorriso. E o que satisfaz o casal é a liberdade de se aproximar e a confiança de saber que ninguém dará o passo a mais, não mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas assim está bom. Faz bem para o ego e acalma alma. Mesmo com o vontade de dar, erradamente talvez, o passo a mais, no final da noite ao caminhar no meio da rua sem carro algum, um pensar sobre o outro: “não aconteceu nada esta noite... mas foi bonito mesmo assim” e ver o amanhecer com mais outro sorriso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-7918721501667831101?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/7918721501667831101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=7918721501667831101' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/7918721501667831101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/7918721501667831101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2009/01/amigos-e-flertes.html' title='Amigos e flertes'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-3060566554017692025</id><published>2009-01-21T17:08:00.001-08:00</published><updated>2009-01-21T19:12:45.787-08:00</updated><title type='text'>Matemática, ciência errada</title><content type='html'>Os estudiosos podem me odiar, mas faço aqui um manifesto contra a matemática como um ciência exata. Argumentos tenho aos montes, a começar pelas letras que aparecem em suas contas. Como algo que envolve contas, números, exatidão, pode ter um X ou um Y, ou ainda, um Z!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é tão absurdo que a própria matemática concorda comigo, pois, sempre que uma letra aparece em um operação, o que se tem que fazer? Isolá-lo! “Alunos, o primeiro passo é isolar o X”, diz a professora com convicção. Seria preconceito no mundo dos números?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, por ser uma ciência exata, é bacana organizar direitinho, para estudá-la. Separam os números por grupos. Assim, nomeiam: grupo dos números complexos (justo, concordo) e grupo dos números imaginários (!). Muito exato, isso. Sei de onde saiu a inspiração para o Fantástico Mundo de Bob e aquela entrada psicodélica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida você descobre “pi”, cujo valor é 3,141592653589... e vai até o infinito. Sim, o infinito. Como algo, numa ciência exata, não acaba? Como seria um pedaço de pizza no tamanho de “pi”? Eu quero!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava no trem matutando tudo isso e eis que um dos comércios ambulantes passa com um pequeno livros às mãos, berrando com aquele sotaque de vendedor inconfundível: “Olha a tabuada atualizada 2009! Quem quer? 1 real! A tabuada ataulizada! Geometria, trigonometria, seno, coseno...”. E isso me intrigou muito, e fiquei me perguntando: “Tabuada atualizada 2009.... atualizada... mas mudou o quê? Já não bastava a reforma da gramática? Não tem mais hífen em 4-5=1? Virou 45=1?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia eu falo da Física, que calculou a aceleração da gravidade. Dez metros por segundo ao quadrado. Para onde estaria indo a gravidade, nessa pressa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia chamam qualquer coisa de exata.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-3060566554017692025?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/3060566554017692025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=3060566554017692025' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/3060566554017692025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/3060566554017692025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2009/01/matemtica-cincia-errada.html' title='Matemática, ciência errada'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-8428930754230686551</id><published>2009-01-19T18:43:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T18:44:44.590-08:00</updated><title type='text'>Concentração demográfica</title><content type='html'>Pegar metrô ou trem todos os dias nos ensina uns macetes ligeiros. Você acaba descobrindo o melhor lugar para esperar pelo carro, sabe onde enche mais e menos, os horários ruins e os menos ruins (não, não há horários bons). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você percebe que seu melhor amigo é o iPod acompanhado de fone do ouvido com o volume no talo, o que evita que você escute muita coisa desagradável das conversas alheias (coisas bizarras e até extraterrestres, eu diria), além de se proteger dos malditos-celulares-no-viva-voz-tocando-forró/pagode/axé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo contextualizado, vamos ao fato: metrô Brigadeiro, num horário bacana de se pegar condução, que geralmente não está muito cheio. Desço pela escada rolante e mal consigo prosseguir. Isso porque um aglomerado de pessoas estava logo na ponta da escada. Todas paradas como bobas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive quase que sambar para continuar no meu caminho. Mas, por sorte ou não, consegui. Pensava com os meus botões por que raios estava cheio o metro àquela hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ao caminhar um pouco, percebi que, na verdade, as pessoas se acumulavam em apenas um ponto da plataforma. “Estranho demais”, pensei. Fui conferir o que se passava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha um carequinha na minha frente, um altão do meu lado. Logo mais, tinha um rapaz engravatado seguido de um senhor de barba e um pouco corcunda. Lá na esquerda, um moleque, jovem de tudo, acompanhado do pai, de pouco cabelo e nariz pontudo. “Eita, só tem homem aqui?”, reparei. Mas logo vi que estava errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No centro de tudo estava uma morena bonita. Mas muito bonita. De seios fartos saltando da roupa, de vestes justas e curtíssimas. Um short que se eu falasse que era um “3 dedos”, estaria mentindo e sendo otimista demais da conta, e uma blusinha que fazia juz ao diminutivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendi tudo. E fui no vagão ao lado, mais sossegado e com bem menos gente. E muito menos hormônios à flor da pele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-8428930754230686551?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/8428930754230686551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=8428930754230686551' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/8428930754230686551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/8428930754230686551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2009/01/concentrao-demogrfica.html' title='Concentração demográfica'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-7348787800368398934</id><published>2008-12-07T11:40:00.000-08:00</published><updated>2008-12-07T11:42:36.334-08:00</updated><title type='text'>O outro</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;Ele se odiava. Mas não porque era uma má pessoa. Pelo contrário, ele era muito bonzinho o rapaz. Bonzinho e utópico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;O que ele via nos livros, nas músicas e nos filmes tomava como verdade para si. E as tentava pôr em prática. Forçava situações para que os "happy end"s existissem. Por um tempo, ele mesmo acreditou no que fazia e pregava, e os outros acreditavam juntos. Assim, se tornou uma pessoa querida, pois, perto dele, o "feliz para sempre" parecia real. E creu nisso, também.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;Ele passou a se odiar quando se viu em situações em que era falso, apenas para parecer bom, parecer bom sempre, como se não existissem problemas, pessimismo e tristeza. Mas ele não conseguia mais aguentar. Precisava ser sincero. Explodir. E foi o que fez.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;"No more mister nice guy", sem mais utopias e romantismos baratos. Pé no chão e seguir em frente, fazendo e pensando no que realmente queria. Ele se sentiu em paz. Em paz consigo mesmo. Mas, as pessoas ao seu redor começaram a sentir falta da utopia, do bem-estar que era estar ao seu lado, da fuga da realidade cruel, como uma fonte de otimismo e perseverança.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;A sua sinceridade saiu pela culatra. Pois é, seus amigos não gostavam dele sincero, que faz o que quer, que sai à noite, que gosta de conhecer pessoas, que joga tudo pro ar para a renovação, que desmascara as conversas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;As pessoas se afastaram. Falaram mal. Fofocaram.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;E o que mais faz ele se odiar, agora, é saber que tudo isso é culpa dele... e de mais ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-7348787800368398934?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/7348787800368398934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=7348787800368398934' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/7348787800368398934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/7348787800368398934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2008/12/o-outro.html' title='O outro'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-7608147749467861649</id><published>2008-10-29T19:11:00.000-07:00</published><updated>2008-10-29T19:13:04.970-07:00</updated><title type='text'>Quando nada dá certo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;Quem pega trem sabe o caos que é. E não me refiro à situação precária de de estações e carros, e, sim, às próprias pessoas. Empurra-empurra, caras fechadas, mau humor, gente com odores ruins, celulares em viva-voz tocando funk ou pagode, correria para conseguir lugares... é, o inferno é aqui. Creio que disso surgiu o ditado “Aqui se faz, aqui se paga”. “Um dia você terá que pegar trem” devia ser o dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, nem toda correria é para ultrapassar alguém ou conseguir um assento. Por vezes, damos uma apressada apenas para conseguir entrar antes de fechar as portas. Mas tudo deve ser feito com o noção de tempo e espaço e, antes de tudo, com inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, e a senhorinha não teve nenhuma dessas duas qualidades dia desses. Uma: o trem já havia dado o conhecido apito que significa “Opa! Estamos fechando a porta! Se não entrou, entre logo, se não saiu, o que espera, 'rapá'?!”, e ela nem ligou para dar aquela apertada no passo. Parecia passear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu outra. A porta começou a fechar e, somente então, a senhora correu. Correu, se enroscou na porta, o pé prendeu e no maior grito “Ai, minha nossa!”, capota. Mas capota com gosto dentro do trem. “Splaft!” foi o barulho. Lembrava uma panqueca em uma frigideira. Otimistas, os passageiros pensavam: “Por sorte, caiu dentro do trem. Imagina se perde a viagem, depois de tudo isso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte? A senhorinha retomou o fôlego, limpou o vestido que sujara com o imundo chão que se encontrara intimamente há pouco, e sentou-se, ainda ofegante. Dá umas olhadas de norte a sul e pergunta para o rapaz ao lado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse é o que vai pra Francisco Morato, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, não. Esse vai para Guaianases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai a senhorinha soltou um outro “Ai, minha nossa”, só que mais sofrido do que o primeiro.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-7608147749467861649?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/7608147749467861649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=7608147749467861649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/7608147749467861649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/7608147749467861649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2008/10/quando-nada-d-certo.html' title='Quando nada dá certo'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-5603502301706131227</id><published>2008-08-27T19:01:00.000-07:00</published><updated>2008-08-27T19:02:29.448-07:00</updated><title type='text'>A Dança</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na família, não salvava um. Todos eram extremamente tímidos. Felizes, sim, mas pra lá de acanhados. Em festas, era até engraçado vê-los no canto do salão, sentados, e se conversavam, eram entre si, coisa que só ocorria em festa mesmo, casos extremos para passar o tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Avexados que só eles, só um milagre para fazê-los se soltarem, libertarem. Um milagrinho, na verdade, desses pequenininhos, de um ano e meio de idade, cabelo tigelinha, cova de sorriso estranhamente só no lado esquerdo do rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Léo. Esse era o nome do pequeno milagre, filho de um dos filhos dessa família tímida. E de tímido o pivete não tinha nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num belo domingo com todos reunidos em casa, eis que surge uma música que fez o Léo dançar. Dançou sem pudor o menino. Desceu até o chão, como diriam por ai. Mas logo viu que dançava sozinho naquela sala enorme. Assim, primeiro ele puxou o pai para bailar, este que já estava acostumado com o sintoma de Embalos de Sábado à Noite do moleque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai, que apesar de tímido, não era bobo. Puxou a mãe para dançar também, que, por sua vez, ficou vermelha, mas não queria ver o filho parar de dançar, tão bonitinho como estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda era pouco para o Léo. Pegou o tio maior e desengonçado, que relutou um pouco, mas no primeiro bico da criança não conseguiu negar. E lá estava ele, grandão, balançado as pernas e a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E aquele titio parado? Não pode!” deve ter pensado o Léo na hora que puxou para a dança o tio mais novo. Como não era o único a pagar o mico, o tio começou a mexer a cabeça ao menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só faltavam os vovôs. Pegou-os pelas mãos e os colocou na roda. Em pouco tempo, todos estavam dançando, alegres. Inclusive quem vos escreve. Todos tímidos, desengonçados, mas se divertindo a beça. E o Léo se jogava de rir quando um tio experimentava fazer um passo de dança diferente ou ousado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É... Milagres nem sempre vêm do céu ou salvam vidas ou são inexplicáveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-5603502301706131227?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/5603502301706131227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=5603502301706131227' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/5603502301706131227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/5603502301706131227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2008/08/dana.html' title='A Dança'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-2403888425111514309</id><published>2008-08-24T11:06:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T11:08:25.594-07:00</updated><title type='text'>Walk On the Wild Side</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As pessoas não percebem, mas elas são olhadas. Admiradas. São descobertas. Mas elas não sabem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A busca, quase sempre, acaba num desencontro. Decepções. O acaso, ah, esse sim, esse é dos bons. Dos meus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um desencontro acabou num acaso. Uma festa para ir, um encontro. Um desencontro. Horas de espera. A desistência... e a vontade de aproveitar aquela noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sozinho, no sofá. Sozinho não. Consigo mesmo, e uma cerveja com alguns pensamentos, ao som de Velvet. Um olhar, um pretexto. Cigarros, por que não? Naquela noite, até cigarros eram bem-vindos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Conversas, conversas. Boas conversas. Alguns passos de danças num salão vazio. Até os LPs perdidos e bicicletas de Pública passaram por ali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E o fim de uma noite bacana, com encontros e desencontros, como diria Coppola.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-2403888425111514309?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/2403888425111514309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=2403888425111514309' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/2403888425111514309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/2403888425111514309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2008/08/walk-on-wild-side.html' title='Walk On the Wild Side'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-6779843568817484364</id><published>2008-07-03T09:16:00.000-07:00</published><updated>2008-07-03T09:18:36.979-07:00</updated><title type='text'>Asseado</title><content type='html'>O pequeno garoto era motivo de chacota na escola. Ele não sabia, mas era, faziam tudo por trás, aqueles falsos. Mas ele até que dava motivo, explicando, e não justificando, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que o menino todo santo dia (e os dias não santos, diabólicos, satânicos, divinos, históricos, qualquer dia) ia com a mesma blusa xadrez para a aula. Era um xadrez bonito, marrom com vermelho, de algodão, que já fora do pai um dia, e feito de uma forma resistente, diferente das roupas de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, dia após dia, lá estava ele com a blusa xadrez. Uma época até o apelidaram de “tabuleiro”, se é que me entende. Sem ele saber é claro. Apesar de sua suposta falta de higiene, indo todos os dias com a mesma blusa para o colégio, ele era uma boa pessoa, bonita e tudo mais. O pensamento de nojeira em relação àquela blusa afastou algumas pessoas, meninos, meninas, amigos e até pretendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, ouviu algumas gozações a seu respeito por trás do muro, vindo de algumas pessoas que ele até julgava legais. “É um porco. Aquela blusa deve ser branca. Está marrom de sujeira” ou “a crosta que criou na blusa deve ter colado na pele dele. Por isso que vem sempre com ela”, ou ainda “o cérebro dele fica na blusa. Na verdade, é um alienígena que se apossou de um corpo humano” eram alguns dos sarros criados pelos colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele baixou a cabeça e saiu triste por ser de uma família humilde e por ter somente aquela blusa. E exatamente por ser a sua única blusa, que já fora do pai, sua mãe fazia questão de lavá-la e secá-la atrás da geladeira todo dia, sem falhar sequer um dia, sendo ele santo ou não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-6779843568817484364?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/6779843568817484364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=6779843568817484364' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/6779843568817484364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/6779843568817484364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2008/07/asseado.html' title='Asseado'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-2825831349457351434</id><published>2008-06-16T10:55:00.000-07:00</published><updated>2008-06-16T11:05:20.013-07:00</updated><title type='text'>Sabor chocolate ou coco</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O seu amigo contava a aventura com gosto, malícia, e talvez até um pouco de maldade:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Estava eu e ele no cinema e começamos a nos beijar. Nos beijamos a valer, foi um escândalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ter sido mesmo, afinal, não é sempre que o único cinema de uma cidade provinciana recebe um caliente casal gay. E ele continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Algumas pessoas, dava para perceber, comentavam e tudo mais. Aí me lembrei de algo que eu havia comprado antes de entrar no cinema: “O chocolate! Você está com o chocolate, aí?”, perguntei a ele. Ele logo sacou o chocolate, abriu, deu uma bela mordida e nos beijamos. Foi ótimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijo de chocolate. Ficou matutando isso por um tempo. Realmente devia ser bacana, afinal, era chocolate, infalível. Pensou em fazer isso com a namoradinha. Namoradinha não, era primeiro namoro, namoro sério, dos 15 anos, com aliança, apresentação aos pais e tudo mais. E agora, torcia ele, com direito a beijo de chocolate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguia rumo à casa da amada. Por onde passava, procura por algum lugar que vendesse chocolate. Queria meio amargo ou ao leite, mas não achava nada disso. Pudera, era domingo e a os lugares estavam fechados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um barzinho, simples de tudo, mas com um cantinho reservado para as besteiras, como salgadinhos, doces, biscoitos e afins. Foi logo procurar o chocolate, entretanto, o único que achou foi o Prestígio, aquele que mais é uma barra de coco do que um chocolate. Enfim, havia de servir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocou o doce no bolso e se foi. Chegou na namorada e, como de costume, ficaram a conversar no sofá pelo dia, assistiram à TV, almoçaram e jantaram comida de mãe. Ele estava guardando o chocolate para o momento certo, mas parecia que não chegava nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora de ir embora, como sabia que não se perdoaria se não desse ou ganhasse o beijo de chocolate, sacou a embalagem de Prestígio, deformada pelo calor do domingo e do bolso, e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, eu tenho um chocolate. Quer um pedaço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela entendeu tudo. Acho bobo, mas singelo até. Deu uma mordida no Prestígio e, em seguida, deu um selinho sabor coco nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um momento ele se sentiu bobo, mas viu que, no fundo, o que aconteceu foi algo singelo. E se foi, satisfeito, com o gostinho de coco nos lábios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-2825831349457351434?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/2825831349457351434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=2825831349457351434' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/2825831349457351434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/2825831349457351434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2008/06/sabor-chocolate-ou-coco.html' title='Sabor chocolate ou coco'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-3310265960345707758</id><published>2008-05-13T11:19:00.001-07:00</published><updated>2008-05-13T11:21:01.476-07:00</updated><title type='text'>Grafite 0.5 megapixels</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ela não ligava se estavam olhando para ela. Aliás, ela nem percebia que não estava ligando para isso. Era natural. Simples. Dela.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aguardava sentada o seu café, alguém o traria. Seus cabelos eram curtos, divididos ao meio, e ruivos, daqueles bem ruivos, e sua pele era branca, mas sem sardas, o que deixava qualquer um em dúvida se isso a fazia mais ou menos bonita. Sempre que a sua companhia a olhava com olhar de “já te levo o café” ela abria um belo sorriso, de dentes brancos e que não enrugava, nem milimetricamente, seu rosto. Uma obra de arte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O café, enfim, chegara. Um sorriso encabulado agradecia o favor do companheiro. Deu um primeiro gole, passou timidamente a língua nos lábios e, com um outro sorriso, aprovava a bebida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mais um gole para garantir o bom açúcar, canela, baunilha e afins, e levantou-se, acompanhada de seu amigo. Foram para fora, aproveitar o raro sol desses últimos dias frios.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não me viu. Não viu ninguém. Mas todos a viram, acho. Eu a vi. E a única coisa que conseguir fazer, me senti obrigado a fazer na verdade, era registrar, como uma fotografia, aquele momento. Uma foto de celular não passaria nem meio por cento do que realmente foi.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sem máquina fotográfica, fiz uso do que tinha em mãos e mente: um bloco de papel, uma lapiseira 0.5 e, espero eu, as palavras certas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-3310265960345707758?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/3310265960345707758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=3310265960345707758' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/3310265960345707758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/3310265960345707758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2008/05/grafite-05-megapixels.html' title='Grafite 0.5 megapixels'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-5591256234590708198</id><published>2008-04-16T08:05:00.000-07:00</published><updated>2008-04-16T08:07:07.655-07:00</updated><title type='text'>Diálogos e apresentações</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A festa estava até que boa. Bem bacana, pra dizer a verdade. Quis dar um pulo lá fora para beber algo e tomar um ar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;br /&gt;A noite era bem das agradáveis, quente, mas que ventava. Debrucei-me na mureta e tomei meu drinque. Curtia o momento, como dizem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Não passara muito tempo e saiu da casa também um camarada. Não o conhecia, mas naquela noite todos eram camaradas de todos. Meio tonto por causa da bebida que ele já havia tomado, se aproximou de mim e também se debruçou na mureta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí? começou ele o diálogo.&lt;br /&gt;- E aí? continuei.&lt;br /&gt;- Bacana a festa, né? Qual é o seu nome?&lt;br /&gt;- Fabio.&lt;br /&gt;- Oi, Fabio! O meu é Diego. Você faz o quê?&lt;br /&gt;- Bom, eu sou jornalista, mas também toco bateria.&lt;br /&gt;- Bacana. Eu sou estudante. Qual é o seu nome mesmo?&lt;br /&gt;- É Fabio. Você estuda o que?&lt;br /&gt;- Prazer, eu sou o Diego. Então, eu estudo publicidade.&lt;br /&gt;- Legal, eu trabalho com publicidade.&lt;br /&gt;- Da hora, cara. Putz, qual é o seu nome mesmo?&lt;br /&gt;- Fabio. Vou ver se consigo entrar na área de jornalismo de moda, agora.&lt;br /&gt;- Prazer, eu sou o Diego. Você mora onde?&lt;br /&gt;- Mogi. Mas acredito que em breve eu venha pra São Paulo.&lt;br /&gt;- Legal, aqui é bacana. Cara, qual é o seu nome mesmo?&lt;br /&gt;- Roberto.&lt;br /&gt;- Legal, Roberto. Eu vou entrar lá pra ver se encontro minhas amigas. Prazer te conhecer, eu sou o Diego.&lt;br /&gt;- Falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais estranho é que para eu escrever essa crônica eu tive de inventar o nome para o rapaz, pois eu já não me lembro mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-5591256234590708198?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/5591256234590708198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=5591256234590708198' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/5591256234590708198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/5591256234590708198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2008/04/dilogos-e-apresentaes.html' title='Diálogos e apresentações'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-6920052121475310778</id><published>2008-04-13T20:03:00.000-07:00</published><updated>2008-04-13T20:04:01.179-07:00</updated><title type='text'>Apenas alguns trocados</title><content type='html'>Eram tantas as moedas que mal cabiam na sua mão. Teve de sentar na calçada para contá-las, e devia fazer isso rápido, pois logo o ônibus passaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De indiozinho, colocou as moedas de menor valor no chão, as de cinco e dez centavos, e as maiores, de vinte e cinco centavos, na palma da mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a contar, separou todos os valores de moeda em montinhos que lembravam a Torre de Piza. “Cinco, dez, quinze...” pensava ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou ao final e ele não acreditou. Recontou pelo menos três vezes e percebeu que ainda faltavam cinco centavos! Cinco míseros centavos! Contou pela uma última vez, apenas por desencargo. Derrotado, levantou e viu que o ônibus vinha. Deu sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subiu as escadas e deu ao cobrador uma nota de cinco reais, já sabendo pela lei de Murphy que receberia como troco mais moedas que deixariam sua carteira ainda mais gorda, pesada e desagradável de carregar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-6920052121475310778?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/6920052121475310778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=6920052121475310778' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/6920052121475310778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/6920052121475310778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2008/04/apenas-alguns-trocados.html' title='Apenas alguns trocados'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-342362935314392608</id><published>2008-03-31T12:18:00.000-07:00</published><updated>2008-03-31T12:23:09.286-07:00</updated><title type='text'>Virtualmente real, para nosso bem</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ah, nesses tempos de internet e computadores, como seria bom não haver as barreiras entre o real e o virtual. O real por si só é chato, quase que monocromático (o virtual, com suas novas telas LCD, tem milhares de cores).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Pra começar, a vida real devia ter alt+tab. Seria muto mais divertido. Imagine-se no trabalho, seu chefe vira a esquina do escritório e você saca seu alt+tab do bolso. De repente você está em um salão de jogos de cartas com seus camaradas. Com mais um alt+tab você vai para uma balada com suas músicas favoritas. E, pra finalizar, antes do chefe voltar, um alt+tab que te manda para um lugar cheio de pessoas nuas fazendo coisas que, bem, são lider de audiência na internet. E, alt+tab, de volta ao escritório, a tempo do chefe chegar, olhar pra você e perceber que tudo está nos conformes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outrora, quando algo que você está fazendo que lhe enche a paciência, um rápido alt+F4 acaba com tudo. E se não for o bastante para para organizar suas idéias, um ctrl+alt+del reinicia tudo, e, do inicio, tudo se organiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organiza em termos. Se procuramos por algo que sempre vai estar no último lugar que olharmos (e o último lugar pode demorar uma eternidade pra chegar), um simples ctrl+F me leva direto ao objeto desejado. Assim, as coisas sempre estarão no primeiro lugar que procurarmos, não no último mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para quê esquecer as coisas? Deixa salvo em algum lugar na nossa HD mental e já era. Quando precisarmos desta lembrança, basta um ctrl+A ou ctrl+O, se o cara for gringo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o argumento mor, que faria até Deus repensar quão tontinho foi de ter feita a vida tão analógica e pouco virtual, é a falta que faz um ctrl+Z em nossos dias. Assim poderíamos nos arrepender das merdas feitas, mas com um ctrl+Z, ninguém sai machucado ou magoado, dando uma chance para repetirmos a merda ou fazê-la corretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou mandar um e-mail no Fale Conosco de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Colaborou nas idéias Thiago Augusto. Valeu.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-342362935314392608?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/342362935314392608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=342362935314392608' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/342362935314392608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/342362935314392608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2008/03/virtualmente-real-para-nosso-bem.html' title='Virtualmente real, para nosso bem'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6529912126044185941.post-8183812629112713041</id><published>2008-03-24T16:39:00.000-07:00</published><updated>2008-03-24T16:41:02.957-07:00</updated><title type='text'>Uma rápida história de amor</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É engraçado como as coisas acontecem de forma rápida hoje em dia. O romantismo como se conhecia deixou de existir em sua essência. Mas como, na verdade, nada deixa de existir por completo, ainda encontramos vestígios de determinadas eras, como se segue no relato a seguir, que, no fundo, nem se trata de uma história de romantismo, e sim, da timidez e pensamentos de alguém, de todos, de uma nação ou de um grupo de pessoas e amigos nossos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa com o “era uma vez” no metrô do Brás. O rapaz em sua rotineira vida passava, voltando ou saindo da sua casa depois de um dia qualquer, de diversão ou trabalho, e percebe uma bela garota. Devia ter lá pelos seus 20, assim como ele. Ela tinha cabelos na altura do pescoço, olhos escuros, óculos de armação grossa, uma camisa xadrez e marrom e uma saia ou calça jeans, que ele não se lembrava direito qual era pelo fato dela ter uma bela tatuagem de alguma coisa na cintura, que tirou sua atenção. Ele estava de calças jeans, camiseta, tinha cabelos compridos mas nem tanto, olhos grandes e também escuros, dono de muitos pensamentos que não saem da sua cabeça, de forma alguma. Ele prefere que eles fiquem por lá mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele olha para ela e torce para que ela devolva o olhar. O esperado acontece. Por alguns milésimos de segundo, certo, mas acontece. Torce para que olhe de novo. Ele finge estar procurando algo pelos lados de lá, apenas como pretexto para olhar na direção dela. Ela o olha de novo, parece que sem querer. Não, não parecia, era sim sem querer, mas lhe fazia bem acreditar que não, que ela o notara. E, no fundo, o notara mesmo. De uma forma ou de outra, o notara.&lt;br /&gt;Chega o trem e ambos entram. Os dois seguem em direção à Paraíso. O rapaz comumente segue sua viagem em pé, mas, como a moça sentara, ele havia de acompanhá-la. Não ao lado dela, mas em frente, ou no banco de trás, algo assim. Ainda torcia por trocas de olharem, que uma vez ou outra aconteciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a estação Paraíso e passam a aguardar outro trem. Foi quando seu coração quase disparou, pois ela o olhou fixamente, por uns cinco segundos. Longos cinco segundos, ela estava ao lado dele, ele morreu de vontade de falar um “oi”, mas como o faria, o que ela responderia, se o achasse um panaca, paspalho? Mas tinha de falar algo, sabia que tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falou. O trem chegou de novo e ambos entraram. Sem querer seus braços se encostaram e ele sentiu como era lisa a pele da moça, e um pouco gelada também. Deu vontade de abraçá-la para esquentá-la. Mas, como se sabe, ele não fez nada disso. Ambos desceram na mesma estação, subiram a escada rolante, um atrás do outro, o moço na frente, a senhorita atrás. Ele ainda fingiu olhar algo que não passava pelo seu lado, pois, quem sabe, ela pudesse gostar de seu rosto em perfil, ainda mais com sua barba por fazer. Não se sabe até hoje se ela gostou ou não de seu perfil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escada acabou e passaram as catracas. Ele a acompanhou até a saída que se dividia entre Augusta Centro e Augusta Jardins. Um foi por um e o outro pelo outro, e, com um tom de despedida no coração, mas com a consciência de que aquilo não estragaria de forma alguma seu dia, que começava ou terminava, acabou com toda essa história de amor expressa, expresso como seria o café que pediria na próxima esquina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6529912126044185941-8183812629112713041?l=contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/feeds/8183812629112713041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6529912126044185941&amp;postID=8183812629112713041' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/8183812629112713041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6529912126044185941/posts/default/8183812629112713041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosecronicasparaumdiabom.blogspot.com/2008/03/uma-rpida-histria-de-amor.html' title='Uma rápida história de amor'/><author><name>Zelenski</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11510732447777613218</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_DQi94JbuT8s/R95iUhGX4fI/AAAAAAAAABc/PJZKMCNBA2Q/S220/Quarto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
